Em psicopatologia, as anormalidades da personalidade se reportam, principalmente, à possibilidade que se tem de classificar determinada personalidade como sendo desta ou daquela maneira de existir. Desta forma, diante da possibilidade de se destacar um traço marcante, específico e característico numa determinada pessoa, ou seja, diante do fato desta personalidade ser caracterizada por um determinado traço, torna-se possível sua classificação.
Caso ainda esta característica responsável por sua classificação (traço), subtraia desta pessoa (personalidade) a liberdade necessária para que ela seja livre e desimpedida de qualquer estigma limitador de sua maneira de reagir ao mundo (prejuízo), aí então, ao invés de estarmos apenas diante de um certo tipo de personalidade, estaremos diante de um Transtorno de Personalidade (veja mais).
No histérico, o traço prevalente e mais unanimemente reconhecido entre diversos investigadores é o “histrionismo”. A palavra, que significa teatralidade, surge na Roma antiga para designar como histrião o comediante que representava papeis.
Portanto, o histrionismo do histérico é representado por seu caráter afetado, exagerado, exuberante como se estivesse fingindo. Sua representação sempre varia de acordo com as expectativas da platéia. É um comportamento caracterizado por colorido dramático, extrovertido e eloqüente, com notável tendência em buscar contínua atenção. Trata-se dos únicos distúrbios de personalidade mais freqüentes no sexo feminino.
Os pacientes histriônicos tendem a exagerar seus pensamentos e sentimentos, apresentam acessos de mau humor, lágrimas e acusações sempre que percebem não serem o centro das atenções ou quando não recebem elogios e aprovações. São pessoas freqüentemente animadas e dramáticas, tendendo sempre a chamar atenção sobre si mesmas. De início elas costumam encantar as pessoas com quem travam conhecimento, principalmente devido ao seu entusiasmo, à aparente franqueza e fragilidade ou, simplesmente, devido à exímia capacidade de sedução. Tais qualidades, contudo, perdem sua força à medida que esses indivíduos passam a exigir continuamente o papel de "dono da festa" .
Representar papéis é a especialidade mais meritosa da histérica, assim, com muita propriedade ela representa a mulher. Vem daí a idéia de que essas pacientes costumam ser pseudo-hiper-sexuais, retrato superficial de sua pseudo-hiperfeminilidade.
Nelson Ribeiro - Psicólogo
Fonte: psiqweb












